Desenvolvendo de maneira mais profunda e intensa o relacionamentos dos personagens, este episódio marca o retorno de Scully e o drama de Mulder em tentar salvar a vida da parceira.

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O diretor R. W. Goodwin consegue alternar muito bem entre o clima de suspense e tensão e o drama, com uso de luz e sombras no melhor estilo noir ao mostrar o desespero de Mulder imerso na escuridão de um estacionamento ou de seu apartamento em contraste com a claridade do hospital, banhado em luz.

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Os contornos sobrenaturais que permeiam a série encontram aqui a justificativa simbólica do medo da morte e da esperança da imortalidade. O uso da EQM (experiência de quase morte) por Morgan e Wong é muito apropriado à história que se pretende contar e enriquece o episódio com um tom dramático e humanista bem equilibrado pela direção eficiente. A frase “we can’t give up”será recorrente ao longo da série e dos filmes. Pela primeira vez Mulder marca um “X” com fita adesiva na janela para se comunicar com o seu informante. Surge o  nome “Cancer Man” para nominar o agente interpretado por Willian B. Davis. Destaque para a cena em que Mulder o ameça com uma arma a fim de salvar a vida de Scully, uma cena que será apropriadamente repetida em My Strugle II, na décima temporada, mostrando que Chris Carter gosta de reiterar momentos ao longa da série, conferindo bastante coesão aos personagens centrais.

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Concluindo o episódio com um plot twist bem colocado e que busca reiterar o questionamento entre o racional e o paranormal, “Por Um Fio” é um dos episódios mais envolventes dramaticamente e acrescenta muito na relação desenvolvida entre os personagens.

Escrito por: Glen Morgan e James Wong
Direção: R. W. Goodwin

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